
Já tinha arrumado os meus desejos e fingido os meus esquecimentos.
Amar sobre as lágrimas, em lágrimas.
Escarificar gritos na tal geografia da dor.
Encontrei o desejo no corpo de um homem.
Lembro-me da tarde de corpo torcido.
Dar sem pensar.
Entrega única.
E surgir o amor.
Idade nova.
Eu tive sorte. E escrevi-o no meu corpo, em cada lugar de ser mulher.
“Em Carne Viva” (1998) de Pedro Almodovar
2 Comments:
Amar é amar alguém.
É mesmo sorte.
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